As potencialidades das TDIC

De acordo com a teoria sociocultural, os seres humanos interagem com o meio ambiente e com os seus semelhantes por meio de instrumentos culturais e históricos (VIGOTSKI, 2008). Isto é, os instrumentos e signos exercem o papel de mediadores nas relações humanas. Desta forma, as tecnologias digitais são instrumentos que podem favorecer a interação do educando com o meio e contribuir para a construção do conhecimento. 

A Base Nacional Comum Curricular – BNCC (2018) apresenta as dez competências gerais da Educação Básica, e dentre elas destaca-se a “compreensão, utilização e criação de tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais” (BRASIL, 2018, p. 9). 

Desta forma, é esperado que a escola assegure a todos uma formação cultural e científica para a vida pessoal, profissional e cidadã, possibilitando uma relação autônoma, crítica e construtiva com a cultura em suas várias manifestações. Isto implica em “articular os objetivos convencionais da escola às exigências postas pela sociedade comunicacional, informatizada e globalizada, que se traduz em maior competência reflexiva, interação crítica com as mídias e multimídias, conhecimento e uso da informática, formação continuada, capacidade de diálogo e comunicação com os outros” (LIBÂNEO, 2001, p. 8).

Assim, torna-se necessária uma formação interativa, mediada pelo professor, o qual deve nutrir o desejo de um contínuo e permanente desenvolvimento, para ensinar e aprender com as ferramentas virtuais. 

“O desafio referente ao papel do professor no ensino se refere à escolha apropriada de tecnologias que aproveitem as características das crianças e jovens da era tecnológica, explorem suas habilidades e os estimulem a participar ativamente da aprendizagem” (ROCHA et al, 2020, p. 64). 

Manuel Castells (2015) nos alerta o quanto a escola está obsoleta e atrasada com relação ao emprego das tecnologias digitais nas aulas. As TDIC podem ser grandes aliadas dos métodos empregados dentro de sala de aula, cabendo ao professor saber dosar o seu uso para que não se torne apenas uma ferramenta isolada, mas sim um componente do processo de aprendizagem.

REFERÊNCIAS:

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC/SEF, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf Acesso em: 05 jul 2023.

CASTELLS, Manuel. A obsolescência da educação. Vídeo 4:14, 2015. Disponível em: https://youtu.be/eb0cNrE3I5g Acesso em: 02 jun 2023.

LIBÂNEO, José Carlos. Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente. 5. ed. São Paulo: Cortez, 2001.

ROCHA, Flavia Sucheck Mateus da; et al. Uso de tecnologias digitais no ensino durante a pandemia do Covid-19. Revista Interacções, N. 55, p. 58-82, 2020. Disponível em: https://revistas.rcaap.pt/interaccoes/article/view/20703 Acesso em: 01 ago. 2023.

VIGOTSKI, Lev. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2008.